Com a redução do apetite que o GLP-1 causa, muitas pessoas começam a prestar mais atenção no que comem. Não é por escolha — é porque comer menos faz com que cada refeição receba mais atenção. E é nesse momento que muita gente descobre intolerâncias que nunca tinha notado. O corpo, quando está funcionando no modo habitual, Mascara os sintomas. Quando a frequência alimentar muda, os sintomas ficam mais visíveis.
Intolerâncias alimentares podem aparecer durante o tratamento com GLP-1. A chave é distinguir entre efeito colateral do medicamento e reação a um alimento específico.
A diferença entre efeito colateral e intolerância
Os efeitos colaterais mais comuns dos GLP-1 são enjoo, prisão de ventre, dor de cabeça e fadiga. Eles acontecem por causa do mecanismo do medicamento e tendem a melhorar com o tempo. Uma intolerância alimentar é diferente: é uma reação do sistema digestivo a um alimento específico. Não é o medicamento causando — é o alimento que o corpo não processa bem.
Os sinais que se diferenciam: inchaço desproporcional que demora mais de um dia para passar, diarreia que acontece regularmente após o mesmo tipo de comida, gases em excesso com dor abdominal, ou sensação de queimação no estômago que não está ligada à dose do medicamento. Quando esses sintomas sempre aparecem depois de um alimento específico e não estão relacionados à quantidade, é sinal de intolerância, não de efeito colateral.
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Track it in the appIntolerâncias mais comuns com GLP-1
Intolerância à lactose: muitos adultos têm algum grau de intolerância à lactose e não sabem. Quando a alimentação fica mais simples e baseada em menos opções, o leite e derivados podem aparecer com mais frequência. Se você nota diarreia ou inchaço depois de tomar café com leite mas não depois de café preto, vale investigar.
Glúten e sensibilidade ao trigo: a sensibilidade ao glúten não celíaca é mais comum do que se pensava. Sintomas como fadiga mental depois de comer pão, dor de cabeça após massas, ou inchaço abdominal constante podem apontar para isso.
FODMAPs: são carboidratos fermentáveis presentes em cebola, alho, trigo, leguminosas e algumas frutas. Para quem já tem síndrome do intestino irritável, reduzir FODMAPs costuma ajudar. O problema é que muitos alimentos com pouco FODMAP também são ricos nos nutrientes que você precisa durante o tratamento.