Quando você começa um tratamento com GLP-1, uma das dúvidas mais comuns é como o medicamento afeta o coração. Não é para menos. O corpo inteiro responde às mudanças que esses fármacos provocam, e o sistema cardiovascular não fica de fora.
Batimentos mais rápidos ou mais lentos? Entenda as mudanças cardiovasculares durante o tratamento.
O que acontece com os batimentos
Os agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, tendem a causar um leve aumento na frequência cardíaca em repouso. Estamos falando de uma elevação média de 1 a 4 batimentos por minuto, segundo estudos publicados no New England Journal of Medicine e no JAMA. Esse efeito aparece nas primeiras semanas e, em muitos casos, se estabiliza com o tempo.
O mecanismo por trás disso envolve a ação do GLP-1 nos receptores do sistema nervoso simpático. O medicamento estimula uma resposta que acelera ligeiramente o coração. Ao mesmo tempo, há uma redução na frequência cardíaca de repouso em quem perde peso significativamente, o que pode compensar o efeito inicial.
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Registrar en la appO que é considerado normal
Se você sente o coração um pouco mais rápido nas primeiras semanas de tratamento, isso está dentro do esperado. A variação de 1 a 4 bpm acima do seu padrão habitual não costuma ser motivo de preocupação.
Agora, se os batimentos ultrapassarem 100 por minuto em repouso de forma constante, vale entrar em contato com o médico. O mesmo vale para episódios de palpitação forte, tontura ou falta de ar. Esses sinais não são parte normal do efeito do GLP-1 e merecem avaliação.
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